quinta-feira, 10 de maio de 2012

Semana tensa nos bastidores políticos


   
    A ideia de Enio Bacci (PDT) de enfraquecer a coligação dos sete partidos que apoiam a corrida do pré-candidato Ito Lanius (PMDB) não se confirmou. O deputado federal foi convidar o radialista Renato Worm (PMDB) para dividir palanque ao lado do pré-candidato a prefeito Luis Fernando Schmidt (PT). Worm negou a possibilidade de concorrer, ontem à noite.
    Além desta negação, o encontro realizado na sede do diretório peemdebista reafirmou as pré-candidaturas de Lanius a prefeito e do advogado Daniel Fontana (PC do B) a vice. Com a definição, terminam as especulações sobre um possível “racha” nos sete partidos coligados há vários meses, comentado nos bastidores nos últimos dias.

Falhas sobre falhas


   Há muita coisa mal explicada em relação ao projeto cultural “Natal Brilhante” desenvolvido pela empresa Nacional Projetos Culturais com aval do Executivo de Lajeado, em 2011. O “dito  pelo não dito” estampa a falta de informações e incompetência de boa parte dos envolvidos no processo, que vem desde o anúncio de contratação do Padre Fábio de Mello, por meio de lei cultural. Inclusive, o projeto de lei aprovado na última sessão, repassando R$ 117 mil para a empresa Pontolux, está carregado de equívocos.
   O Ministério da Cultura veta o repasse de dinheiro para a realização de eventos como decoração natalina ou que tenham cunho religioso.
   Não se trata, em princípio, de desvio de dinheiro ou “má fé” do Executivo ou Legislativo. As   irregularidades – e são várias – estão ligadas à ignorância e ingenuidade, mas principalmente, à tentativa, por parte da empresa contratada, em ludibriar toda a gestão pública. Até agora conseguiram.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O desafio de crescer com evolução


 Os noticiários das últimas semanas mostram um Brasil cuja economia continua a surpreender o mundo e exibe um quadro de franco desenvolvimento social.  No Vale do Taquari, a diversidade industrial evita crises e nos coloca entre os principais polos de produção de alimentos do estado, alicerçado pelos frangos, suínos e leite.
Outros setores, como metalmecânico, moveleiro e calçadista se desenvolvem em ritmo acelerado. O atual momento exibe uma região promissora, tendo em vista o potencial produtivo e mercadológico. Sobretudo, emperramos numa questão básica: falta de mão de obra.

Na edição de terça-feira do A Hora, a matéria alusiva ao Dia do Trabalho expôs parte da dificuldade que as empresas regionais têm para preencher algumas vagas de emprego. O drama que há poucos meses atingia apenas empresas com necessidades de qualificação, hoje atua sobre todos os segmentos.
O assunto não é novidade, haja visto as ações específicas realizadas por instituições e entidades classistas para atrair profissionais. Ao mesmo tempo em que comemoramos a instalação de novas empresas no Vale – Vonpar e Cosuel em Arroio do Meio, Languiru em Poço das Antas, Beira Rio em Santa Clara do Sul – e vemos a construção civil necessitar cada vez mais de pedreiros e serventes, nos questionamos: da onde virá tanta gente e como a região está preparada para atender este impacto social e estrutural?
ousada “importação” de funcionários e a desenfreada vinda de jovens do campo para a cidade, por exemplo, são insuficientes para atender a demanda.
Um exemplo: a Calçados Beira Rio, em Santa Clara do Sul, conclui logo mais a construção de um prédio com dezenas de metros quadrados, capaz de alojar mais de 500 novos funcionários. Para conseguir preencher as atuais 400 vagas, a empresa teve de buscar no Vale do Rio Pardo. De lá, traz todos os dias três ônibus lotados.
Sabemos que a industrialização se direciona para a mecanização. Mas, nem tudo pode ser feito por máquinas. A mão do homem é e será indispensável. Portanto, está aí um grande desafio para os governantes a serem eleitos em outubro. Encontrar um ponto de equilíbrio entre a pressão empresarial visto a necessidade indubitável de atrair funcionários e a obrigação de desenvolver ordenada e sustentavelmente as cidades é uma das mais importantes tarefas.
Crescer em população não é sinônimo de evoluir.

Falta de terreno


O secretário de Indústria e Comércio de Lajeado, Carlos Alberto Martini está com dificuldades de encontrar área que agrade os diretores do Instituto Federal de Educação. Oito meses após o anúncio de instalação do câmpus em Lajeado, 17 locais foram rejeitados.
   Para os quatro hectares – com boa infraestrutura, acesso asfáltico, água e luz  exigidos pela instituição, o município estaria disposto a pagar até R$ 2 milhões. O problema é que a avaliação dos imóveis em Lajeado, em especial, os bem localizados e deste porte, são mais valorizados. Ainda bem que o MEC não definiu data para o início das obras de construção do prédio.

Polêmica à vista


A primeira audiência pública entre o Dnit e os proprietários de áreas e casas localizadas às margens da BR-386, que precisam ser desapropriadas, expôs o que será uma queda de braço.
   De um lado, a autarquia argumenta definir os valores com base nas avaliações venais e de outro, os donos querendo mais pelos seus bens. A negociação individual de cada área será feita nos dias 29 a 31 deste mês.

Tráfico desenfreado

   O avanço do tráfico de drogas em Lajeado, em especial de menores de 18 anos, é assustador. Desde o início do ano, dezenas foram flagrados pela polícia. A insuficiência de alas para tratamento adequado torna o trabalho dos soldados ineficaz. Prendem num dia e noutro estão de volta nas mesmas cercanias, consumindo e vendendo.

R$ 16 milhões em quatro anos. É demais!


   As manifestações de dezenas de leitores elogiando a reporta­gem que aponta um gasto superior a R$ 16 milhões por legislatura em quatro câma­ras da região contrastam com o posicionamento de vereadores. Paulo Tóri (PPL), de Lajeado, por exemplo, defende a classe e ar­gumenta que os subsídios são insuficientes pelo que trabalha. No microfone do Legislativo, fez críticas ao jornal A Hora, clas s i f i cando de desocupados os jornalistas e a direção da empresa, que na sua análise, desconhecem a realidade.
Em nome da liberdade de expressão, respeitamos a opinião do vereador e de todos que fazem coro às suas ideias. O que nos cabe, após manifesta­ções plurais desde que foi publi­cada a pesquisa, no último fim de semana, é desmontar estas acusações e provar que são, no mínimo, infelizes.
Valemo-nos de uma citação do saudoso Millôr Fernandes, que morreu há poucas semanas: “Imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Não se trata de uma oposição partidária, e sim, contrarieda­de a tudo aquilo que, no poder público, cheira a injustiça, exagero, desvio, corrupção. Fa­zer estradas, trocar luminárias queimadas, trabalhar em favor do cidadão, pensar no desen­volvimento, são obrigações de quem é eleito e pago com dinheiro público. Não se trata de um favor, passível de divul­gação na mídia.
Esta análise crítica sobre os custos exagerados das câmaras de Encantado, Lajeado, Estrela e Teutônia, previstos para a próxima legislatura, não tem interesse eleitoral ou de prejudicar as imagens dos legisladores. Apenas expõe uma realidade que o eleitor tem direito de saber. Afinal, são milhões que poderiam ser investidos em outras áreas que tanto carecem de investimentos: saúde, educação, estradas. Se outrora muitos líderes não tivessem exercido esta função sem receber subsídios, até poderíamos nos sensibilizar com os argumentos dos atuais. Mas, a coerência não nos permite!
   As funções de um vereador são basicamente: criar leis que tornem a sociedade mais justa e humana e fiscalizar as ações do Executivo, principalmente quan­to à execução orçamentária ao julgamento das contas apresen­tadas pelo prefeito. Na prática, sabemos, não é isso que ocorre.
   Indigna ao escutar o vereador Paulo Tóri falar que trabalha muito e ganha pouco, e ver nos arquivos dos últimos três anos e quatro meses de mandato, que é autor de apenas cinco projetos de lei. Diga-se de passagem, esta quantidade retrata a atuação da maioria em toda a região.
   Infelizmente com o passar dos tempos, os verdadeiros atributos do vereador foram se desviando de seu rumo legal e ele passou a ser um “des­pachante de luxo”, exercendo funções das mais variadas pos­síveis, explorando as dificul­dades e miséria da população, obtendo o voto fácil em troca dos mais diversos favores.

   Solicitamos gentilmente, a conferência das informações e formatação do material em anexo. Após a aprovação do mesmo, não nos responsabilizamos por quaisquer incorreções.
   Aguardamos o retorno da aprovação ou alterações se necessárias.