quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TUDO comentado

   
  O caderno especial Tudo, publicado junto com a edição do jornal A Hora do fim de semana rendeu elogios e apontamentos da sociedade. Agradecemos as manifestações recebidas dos leitores, que são o motivo maior do nosso trabalho. Durante o próximo ano, a redação do A Hora acompanha a evolução dos principais temas abordados, merecedores da interferência de quem almeja o desenvolvimento socioeconômico do Vale do Ta­quari. Agradecemos, da mesma forma aos anunciantes, que acreditam no conteúdo editorial e por meio dele, potencializam marcas e produtos.
   A partir de agora, o Tudo é um anuário, que aponta erros e acertos, carências e virtudes desta região que prospera e cresce pela diversidade e espíri­to empreendedor. E pode crescer mais, desde que tenha um plano estratégico capaz de nortear um desenvolvimento ordenado e coletivo.
   A Hora está presente em todos os debates e temas que benefi­ciem a região que o acolheu. Faz jornalismo do Vale para o Vale.

O poder do poder

   A disputa pela presidência da Câmara de Verea­dores de Lajeado toma proporções vexatórias. Está na Justiça. Convida para reflexões, corroboradas por outros escândalos legislati­vos e executivos. Em Ijuí, por exemplo, dois vereadores se agrediram dentro do plenário esta semana. Em Canudos do Vale, o prefeito e um secretá­rio municipal são acusados de bater num presidente comunitário durante festa de funcionários públicos.
Os representantes da socie­dade, eleitos para defender as causas coletivas, se limitam a interesses pessoais e parti­dários. Em Lajeado, durante este ano, salvo o projeto de aumento do IPTU, nenhum outro causou tanta discussão ou polêmica quanto a eleição da mesa diretora para 2012. Após terem sua chapa impug­nada, vereadores da oposição abandonaram o plenário, tomaram o corredor da câ­mara e se largaram ao chão (foto acima). Do outro lado, no trono oficial, os quatro situacionistas empossavam o novo presidente da câmara, sem quórum suficiente. Uma bagunça.
Há 16 anos a oposição de Lajeado não preside a câ­mara. Desta vez, são quatro partidos que somam seis vereadores. No regimento interno da casa está claro que suplente de vereador não pode assumir. Rui Olíbio Reinke, o Adriel (PSDB) é o único vereador não titular. Entrou na vaga de Ito Lanius, que renunciou e trocou de partido. Inclusive, a perma­nência de Adriel no Legislati­vo está ameaçada por outro suplente. Mesmo com todas essas incertezas, a oposição decidiu nomear Adriel para presidente, preterindo outros cinco titulares.
   Espertos e atentos para não perder o “osso”, afinal, são 16 anos de hegemonia – verea­dores da situação decidiram invocar a lei e impugnar a chapa. Lorival Silveira (PP) foi eleito e empossado no mesmo dia.
   Ontem, advogados de todos os lados montaram laudos e defesas para precaver e contrapor as decisões. Na próxima semana, estarão nas mesas judiciais. Lamentável. A casa que deveria ser exem­plo de democracia e transpa­rência passa a ser um palco de disputas. Tudo pelo poder!

Acordo descumprido

   Ficou conturbada a relação en­tre os vereadores Paulo Tóri (PPL) e Círio Schneider (PP) (ao lado). Pelo acordo firmado no início da legislatura, Schneider assumiria a mesa em 2012. No entanto, uns po­sicionamentos e opiniões recentes fizeram Tóri mudar de ideia. Antes da montagem da chapa, poucas horas antes da sessão, o pedetista se negou a cumprir o acordo. Melhor para Silveira, que assume duas vezes em quatro anos.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

TUDO circula no fim de semana



    O jornal A Hora deste fim de semana estará recheado com a segunda edição do Caderno Tudo. A primeira publicação foi em novembro de 2010.
   Toda a Redação trabalha há meses para levar aos leitores, abordagens sobre as questões relevantes e merecedoras da interferência de quem almeja o desenvolvimento socioeconômico da região.
    A matéria-prima do caderno é um raio X de tudo que movimenta e ocorre no Vale do Taquari. Aponta erros e acertos, potenciais e carências. São pesquisas, levantamento de dados e análises sobre as riquezas que orgulham, e as mazelas que inquietam e provocam reflexões.
    A checagem do conteúdo é premissa básica dos repórteres do A Hora. A construção das 80 páginas impressas em dez mil exemplares estampa a seriedade com que o A Hora encara a notícia e seus leitores. Sua primeira lealdade é com o cidadão desta terra. Fizemos a notícia a partir do Vale para o Vale.
   A matéria especial é sobre o crescimento menor do PIB regional em comparação ao estado. A diferença é de 29%. Os números nos colocam na 16ª colocação entre os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Estado (Coredes).
   A reportagem desperta para uma análise sobre as funções e responsabilidades de todas as entidades de classe. Sobretudo, do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat). Urge há tempo a voz de que falta um planejamento estratégico regional, elaborado a partir das virtudes e das necessidades sociais e econômicas.
   As respostas a essas e outras inquietações estão no caderno TUDO que chega em suas mãos neste fim de semana. Boa leitura!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Contra o crack e bebidas

   O Brasil vai aplicar R$ 4 bilhões até 2012 no combate ao uso do crack. O anúncio foi feito ontem, pela presidente Dilma Roussef. Parte do valor será aplicada no estado e poderá respingar para o Vale do Taquari. Conforme pesquisa, são cinco cidades com alto índice de consumo da droga na região – Lajeado, Ilópolis, Muçum, Roca Sales e Taquari.

   O Fórum Municipal de Enfrentamento a Drogadição, criado há poucos anos, anda a passos lentos. Quem sabe, um aporte financeiro agilize as ações e os resultados, limitados a reuniões e campanhas isoladas. O anúncio da presidente contempla as carências do programa local - falta de leitos para internações, insuficiência de profissionais capacitados, repreensão eficaz dos traficantes e envolvimento mais ativo das autoridades de segurança.
   Mesmo assim, a cidade de Lajeado é considerada uma das mais atuantes do estado em relação ao combate à drogadição. Esta semana, seis entidades locais assumiram compromisso de elaborar programas para restringir a venda e consumo de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Em agosto deste ano, reportagem do jornal A Hora, estampou total descumprimento da lei e flagrou vários comércios vendendo bebidas à menores. Não há fiscalização.
   O fato motivou o Ministério Público a procurar a Acil, CDL, Alsepro, Conselho Municipal de Entorpecentes e Unidade da Parceiros Voluntários para elaboração de programas conjuntos para inibir o crime. A iniciativa se fortalece a medida que dados deste ano revelam aumento de 40% do número de crianças de 12 a 17 anos que consomem bebida alcoólica. Estima-se que em Lajeado, existam até 25 mil consumidores, dos quais 10 mil sofrem de dependência.   
   O envolvimento da sociedade e dos gestores públicos será vital para a consolidação dos programas. Empurrar com a barriga os problemas da drogadição projeta uma sociedade vulnerável e cada vez mais dependente. Cada cidadão precisa fazer sua parte. O rearranjo é um bom início.

“... dados deste ano revelam aumento de 40% do número de crianças de 12 a 17 anos que consomem bebida alcoólica. Estima-se que em Lajeado, existam até 25 mil consumidores, dos quais 10 mil sofrem de dependência.”

Função deslocada

   O vice-prefeito de Progresso, Valcir Dalcin (PDT) propagou mensagens eletrônicas difamatórias durante a semana. Entre elas, ofendendo e caluniando o colega Adair Weiss. Nada que não seja de seu direito. Dalcin foi eleito e recebe dinheiro publico mensal para fazer representar seus eleitores e trabalhar pelo desenvolvimento comunitário. Os cidadãos do município de Progresso merecem mais respeito de seu vice-prefeito, que usa o cargo para se promover politicamente e ofender quem não concorda com suas ideologias vazias. Péssimo exemplo.

Sapo na garganta

   A administração de Lajeado não aceita as alterações que os vereadores de oposição fizeram no orçamento de 2012. A prefeita Carmem Regina, está disposta a acionar o Ministério Público para reaver as emendas aprovadas há duas semanas. A maior indignação é referente a redução da livre movimentação, de 10% para 2%.

Estiagem expõe fragilidades

   O drama no campo se intensifica. A chuva de terça-feira, pouco ou quase nada contribuiu para amenizar os prejuízos causados pelos longos dias de tempo seco. As previsões são ainda mais desanimadoras. Cada ano revive-se um cenário de perdas em função de estiagens.
   Produtores ficam desamparados, sem alternativas que possam diminuir os estragos. Há anos, são prometidas criações de sistemas de irrigação ou algo semelhante. Acumulam-se estiagens e os discursos inflamados dos poderes públicos não passam de “lorotas”.  Agora, é correr atrás do tempo e decretar situação de emergência. É o que resta.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Meritocracia

Para refletir.
Afinal, o que é importante? O Brasil que está aí é muito – senão tudo - em função dessas coisas.

Não deixem de olhar!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os resultados aparecem

    Em março do ano passado, durante dez dias, estivemos na Galícia – Espanha, acompanhando uma comitiva do Vale do Taquari, para conhecer o modelo de produção leiteira daquela região. Copiar soluções para problemas como êxodo rural e sucessão familiar era outra alvo.
    Passados vinte meses, surge na região o segundo grande resultado - primeiro foi o projeto piloto de erradicação da tuberculose e brucelose bovina.

    A exemplo de 14 produtores leiteiros espanhóis, a Cosuel criou um programa associativo de produção leiteira. Ainda na Galícia, o presidente da Cooperativa, Gilberto Piccinini assumiu o compromisso de implantar o modelo no Vale. Cumpriu a promessa, inédita no país.
    A debandada de jovens que saem do interior e deixam as propriedades órfãos de sucessores – os pais envelhecem – é o drama dos últimos anos. Em 16 municípios da região norte do Vale, dependentes do setor primário, a população diminui e muitas propriedades estão ameaçadas.
    Neste diapasão, cooperativas e entidades de classe buscam soluções. A resistência de boa parte dos poderes públicos e de parcela dos produtores desacelera a inevitável readequação de toda a cadeia produtiva. Mesmo assim, avançamos.
    O modelo europeu implantado pela Cosuel é um desses exemplos. Os produtores da associação farão escalas de trabalho, evitando jornadas semanais ininterruptas, grande motivo pela saída dos jovens do campo.
Alternativas como essas, servem de estímulo para manter as propriedades ativas e desenvolver os municípios. É a confirmação de que o trabalho cooperativo, bem administrado, dá certo. Em Teutônia, o Circulo de Máquinas criado pela Cooperativa Languiru é outro exemplo de trabalho coletivo.
Aos poucos, as individualidades e vaidades cedem espaço para o associativismo. Quando os governos de todas as esferas assumirem seus compromissos, e não fizerem vistas grossas aos problemas, o resultado virá mais rápido.

Atenção motoristas!

Foto: Rafael Delfino
            A partir de hoje, a Policia Rodoviária Federal intensificará, novamente, a fiscalização por radar na BR-386, no trecho duplicado entre Lajeado e Estrela. A velocidade máxima permitida no trajeto é de 60 quilômetros por hora, com tolerância até 67km/h. Depois disso, multa. Quem ultrapassar a velocidade de 50% acima do limite máximo (98km/h) terá a carteira recolhida durante dois meses e será submetido a reciclagem para voltar a dirigir.
De janeiro a julho
38 MIL
 foram multados
             Indústria de multas
De janeiro a julho deste ano, a PRF flagrou mais de 38 mil veículos, o que representa uma média diária de 191 multas aplicadas.
Há quatro anos, a PRF, por meio do delegado da PRF, Adão Vilmar Madril, encaminhou oficio ao Daer, para aumentar o limite máximo do trecho para 80km/h. Até agora, não veio resposta.

Pressão sobre o Dnit

Nos últimos dias, o assunto duplicação da BR se acalmou. Os fatos da semana passada mobilizaram as autoridades a pressionar pela agilidade na liberação das jazidas e acordo com os indígenas para não interromper os trabalhos.
Até aqui, não há garantias sobre nada. Mesmo assim, há evoluções. Para hoje, está marcada audiência no Dnit em Porto Alegre para cobrar mais. No fim de semana, pela internet, líderes regionais unificaram os discursos e pediram cooperação em torno do objetivo maior: a obra.
Depois da sacudida da semana passada, o melhor mesmo é somar forças e buscar entendimento para que a mobilização se fortaleça e de fato, dê resultados. Deixar os interesses pessoais ou políticos de lado e assumir os ônus e bônus é o caminho do sucesso.
A quantidade de líderes que estarão na audiência de hoje mostrará o tamanho do envolvimento e da unidade das entidades de classe.